Elegância

18 Jun

O luxo não é o oposto da pobreza. É o contrário da vulgaridade.
~Coco Chanel

Acabei de ler um livro maravilhoso: O Evangelho de Coco Chanel – de Karen Garbo. Chanel foi visionária e corajosa, algumas vezes comparada à animais como touro e jararaca. Ainda sendo não muito lisonjeiras, essas comparações fazem sentido quando acompanhamos a história desta iconoclasta formidável.

Chanel era adepta da simplicidade. Na época em que nasceu, as mulheres viviam sufocadas em espartilhos e subjugadas por imensos chapéus e penteados monumentais. Impossível vestir-se sozinha. Lindas são as ilustrações e fotos da Belle Époque, mas vestir-se diariamente assim deveria ser um suplício. Chanel desprezava tudo e usava peças masculinas de seus amantes. Sem o menor constrangimento.

Tudo o que devemos fazer é subtrair.

Para ser elegante, é preciso ter muito? Na verdade, o oposto parece fazer mais sentido. Tirando os excessos, temos mais espaço para o que é importante. Sempre dei preferência a comprar algo de qualidade ao invés de levar três inferiores. Alguns pensam que é arrogância, mas eu vejo como uma escolha racional. O que dura mais é econômico a longo prazo…além de poupar recursos e matéria prima. E ainda corre-se o risco de ficar fabulosa.

Não devemos passar o tempo todo aprontando-nos. Tudo o que precisamos são dois ou três conjuntos, desde que eles e tudo o que vai ser usado junto com eles sejam perfeitos.

Mais simples que isso, impossível.

Fotografia: Roland Schoor.

Fonte: Telegraph.co.uk

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