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Buenos Aires: para decorar a casa (parte 2)

18 Abr

Ficamos no América del Sur Hostel por dois dias, pois os lugares que gostaríamos de ficar em Palermo estavam lotados no final de semana. Procuramos também na Pousada Abode e no Hotel Rugantino (o Querido era nossa primeira opção), todos foram muito atenciosos, mas infelizmente sem vagas. No final das contas, até que foi bom ficar no Hostel no sábado, pois ficamos perto da famosa Feira de San Telmo que acontece aos domingos. O entorno do Hostel não é muito simpático…ruas escuras e esburacadas. Não passamos por nenhum perigo além do de pisar nos (muitos) presentinhos de totós. Ainda assim é bom andar sempre alerta (aprendi quando era escoteira)!

Só de perambular pelas lojinhas e cafés você já fica inspirado em revolucionar a sua casa. Algumas são dignas de cenários do Almodóvar. Depois da Feira de San Telmo, entrei por um acaso nesse lugar que foi um verdadeiro achado!

A loja Qualquier Verdura tem cozinha, banheiro, quarto, sala, quintal e até um jardim com uma fonte. Tudo cheio de cores vibrantes e objetos divertidos, alguns novos e outros bem antigos. De lá levei esses guardanapos de tecido colorido e esse descanso de mesa marrom. A caneta de Rudolph é da Coucou (outra loja que vale a pena ir, só de coisas fofas).

Em Buenos Aires você encontra em diversos lugares uma jarra de pinguim que já me deixou enlouquecida antes de viajar. Foi a primeira compra que fiz em Palermo, numa lojinha escondida de decoração. Vi essa jarra em diversas lojas e até em uma capa de livro sobre vinhos argentinos. Queria saber qual é a origem dela.

E na loja Capital, em Palermo, encontrei um bule turquesa e me agarrei a ele. Meu marido é uma pessoa muito zen e não se importou em ter uma esposa agarrada a um bule decorativo. De repente ele pode até ir ao fogo, mas quem disse que eu quero queimar meu bule de chapeleiro louco?

Como diria Hebe: “Ele não é uma grafinha?” Nessa loja também encotrei uma leiteira com tetas de vaca e outra em formato de embalagem de leite, todos da marca Gato – que tem objetos bem bacanas para casa. Curti muito!

Simples X Simplório

23 Jun

Tudo deveria se tornar o mais simples possível, mas não simplificado. ~Albert Einstein

Antes mesmo de começar a diminuir drasticamente o número de coisas que tenho, sempre tive uma simpatia pela revista Vida Simples. Folheando, encontrei esta matéria do Eugenio Mussak. A matéria toda é muito boa, mas o que me chamou a atenção foi a diferença entre ser simples e simplório.

Há uma diferença fundamental entre ser simples e simplório. Os simples resolvem a complexidade, os simplórios a evitam. (…)

Ser simples não significa evitar o complexo, abrir mão da sofisticação, negar a profundidade, contentar-se com o trivial.

No final do texto, ele conclui que existem maneiras diversas de ser simples, mas que existem algumas características que são comuns a todos que vivem uma vida descomplicada.

São desapegadas: não acumulam coisas, fazem uso racional de suas posses, doam o que não vão usar mais.
São assertivas: vão direto ao ponto com naturalidade, mesmo que seja para dizer não, sem medo de decepcionar, não “enrolam” nem sofisticam o vocabulário desnecessariamente.
Enxergam beleza em tudo: em uma flor no campo e em um quadro de Renoir; em uma modinha de viola e em uma sinfonia de Mahler; em um pastel de feira e na alta gastronomia.
Têm bom humor: são capazes de rir de si mesmas e, mesmo diante das dificuldades, fazem comentários engraçados, reduzindo os problemas à dimensão do trivial.
São honestas: consideram a verdade acima de tudo, pois ela é sempre simples e, ainda que possa ser dura, é a maneira mais segura de se relacionar com o mundo.

Decidi ser adepta da simplicidade, apesar de não ser fácil! E como disse Geraldine Chaplin de maneira categórica no filme “Fale com Ela”, de Almodóvar: