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Aprendendo a cozinhar vendo TV (ou sentada no computador).

31 Ago

Sem forno ainda e já imaginando o dia em que finalmente poderei usá-lo fazendo uma enlouquecida Festa de Babette, nas horas livres vejo um canal novo chamado Bem Simples.

Confesso que é necessário abstrair a inexperiência dos apresentadores e focar nas receitas e dicas, algumas bem valiosas. Para fazer pão, não pode jogar o sal muito perto do fermento biológico por ele ser bactericida. Pode acabar inibindo o crescimento da sua massa.

Descobri o motivo de fritar o arroz de risoto (arbóreo ou carnaroli) antes de jogar o vinho: selar o grão para que ele não fique muito mole durante o cozimento. E outra coisa me intrigava, por que diachos colocavam certas massas na geladeira antes de ir ao forno, não vai ficar tudo quente? Elementar meu caro Watson…se você quer fazer alguma receita crocante que leve manteiga, tem que ir pra geladeira antes para que ela demore mais a derreter no forno enquanto a massa cozinha. Se ela já estiver mole, a massa ficará mais úmida e menos crocante. Meu lado científico adora esse tipo de macete!

O programa “A Confeitaria” é um dos meus preferidos. Mais do que saber fazer coisas maravilhosamente calóricas, é legal conhecer como algumas coisas que parecem complicadíssimas são feitas…e às vezes nem são complicadas assim.

Tem o da chef Carla Pernambuco, só de receitas brasileiras. O programa é bem legal e aprendi a fazer uma farofinha com mandinga pra “adoçar” pessoas. Toda vez que invento alguma coisa na cozinha (a maioria das vezes só faço macarrão mesmo, tristeza), sai uma coisa saborosa. Acabei aprendendo por osmose, só de ficar olhando as coisas sendo feitas. Incrível, mas funciona!

Mesmo que você só saiba cozinhar a pizza semi pronta do supermercado, hoje em dia é muito mais fácil aprender a fazer comida. E nem precisa ter TV a cabo, existem vários sites com vídeos. Vou deixar os que gosto aqui:

Com vídeos

Panelinha: Site da Rita Lobo, que faz coisas deliciosas (e continua linda e magra, como? :D).

Stone Soup: A proposta é fazer comidas rápidas com poucos ingredientes.

Jamie Oliver: nem preciso comentar.

Vegetarianos

Longe de ser a imagem de “vegetariana-natureba-que -só-come-folha”, eu amo comer…mais até do que gostaria e que a silhueta permite.

Então por favor…crepes, massas, risotos, tortas salgadas, panquecas, pizza, couscous marroquino, pastel, saladas turbinadas e comida viva saborosa entram no hall da felicidade plena.

Quer me matar de desgosto? Me convide para uma churrascaria rodízio e diga que é cheio de salada. Vou sair de lá costurando um bonequinho de vodu em sua homenagem.

Vegê Gourmê: Blog da chef Michele Maia, já tive o prazer de ir no seu restaurante de Búzios, que infelizmente mudou de cidade e deixou saudades.

Adrienne Eats: Designer gráfica (me identifiquei), ela põe receitas saudáveis e com fotos bacanas.

101 Cookbooks: Fotos lindas…pudera! É fotógrafa e cozinheira.

Então…não tem mais desculpas para colocar a mão na massa. Eu tenho uma! Cozinha caótica ainda…na pressa vou no macarrão. Mas com massa italiana e tomate orgânico para manter a dignidade! Tá pensando o quê? 😛

Aspargos da feira perto de casa, o feirante quase me enxotou de tanto que eu chorei preço “mas é muito chororôoo”- ele quase bradava em desespero. 

Noites frias e resfriados pedem sopa

2 Jun

Inverno carioca, 19 graus é considerando frio em terras praianas. Todo mundo começa a espirrar, tossir, fungar: é uma orquestra.

Graças ao meu limão com água quente todo dia de manhã, tô novinha em folha. Mas o Gui, que não é adepto das minhas teorias naturebas, ontem não conseguia nem levantar de tão ruim que ficou. Investi no combo cebola+alho que não é romântico, mas resolve! Vou deixar uma receita aqui que fez com que ele acordasse hoje tinindo. E claro: dormir, beber chá, frutinhas e limão sempre ajudam.

Sopa de Cogumelo

1 xícara (chá) de cogumelos-de-paris frescos
1/2 de cebola (usei uma grande)
1 dente de alho (coloquei logo dois)
1 colher (sopa) de manteiga
2 xícaras (chá) de água
1/2 xícara (chá) de creme de leite (de preferência fresco)
azeite de oliva (fui usando aos poucos ao refogar o cogumelo)
sal e pimenta-do-reino a gosto

Limpe os cogumelos com um pano úmido ou lavando em água corrente rapidamente, pois eles absorvem muita água.

Sobre uma tábua, corte os cogumelos em fatias finas.

Descasque e pique o alho e a cebola separados.

Aqueça uma panela em fogo alto e adicione a manteiga, assim que ela derreter, pode abaixar o fogo.

Coloque a cebola e refogue. Assim que a cebola ficar transparente, adicione o alho e refogue por mais um minuto. Adicione as fatias de cogumelo e refogue por 3 minutos, mexendo de vez em quando. Tempere com o sal e a pimenta, coloque a água e deixe cozinhar por 5 minutos.

Bata a sopa com o mixer ou deixe esfriar um pouco e bata no liquidificador com cuidado para não derreter o copo ou mandar sopa pelos ares.

Depois que ela estiver batida, colocar o creme de leite e deixar cozinhando por mais um minuto. Verifique o sabor.

Pode servir com uma fatia de cogumelo pra enfeitar e azeite, hmmmm!

Receita original aqui.

Não gosto das fotos tiradas à noite não, mas “é o que tem pra hoje”.

Aventuras no Curso de Culinária Natural

31 Maio

Sou uma pessoa que pensa em comida o tempo inteiro. Ando desenvolvendo hábitos estranhos de fazer a comida e fotografar, daí quando vou comer já está frio. Nos restaurantes, preciso fotografar os pratos que acho bonitos. Enfim, todos têm suas loucuras e mesmo não sendo uma foodie blogger, tenho meus momentos. A verdade é que os restaurantes do Rio estão ficando com o preço cada vez mais salgado e eu continuo querendo comer bem.

Como eu sou metida a conhecer as coisas, fui num restaurante famoso de comida orgânica e quase tive uma indigestão quando pesei o prato. E a comida era muito da besta  não tinha muita novidade.Um lugar que me encanta é o restaurante Biocarioca dos simpáticos chefs Thiago e Bruno. Como não posso almoçar lá todos os dias (apesar da vontade), resolvi fazer um curso de culinária com eles.

Aprendemos a fazer esse risoto de quinua com legumes e coentro (foto acima). Tudo orgânico e não tem dessa de caldo cheio de sódio e químicas não, o caldo de legumes é todo feito lá.

Grão-de-bico com tomate, tahine e hortelã. Meu amigo, se você gosta de grão-de-bico como eu…não vai querer parar de comer.

Geléia de maracujá com pimenta. Ela foi feita para colocar no hambúrger de shiitake, alho-poró e castanha do pará. Infelizmente não tenho foto porque ele foi embora no jantar.

Foram vários pratos, muitas descobertas, tudo vegetariano e nada de glúten por incrível que pareça. Comi muito bem e ainda colocaram potinhos para podermos levar o restante da comida para casa, o que fez a alegria do meu marido. De sobremesa torta de abacaxi com frutas secas e coco, inacreditável! Sem açúcar e uma delícia! Olha que eu sou uma pessoa doida por um brigadeiro, mas a torta de frutas…coisa de louco!

Tivemos a aula na cozinha do restaurante e até touquinha e avental tivemos que colocar. Fiquei muito graciosa. Foi o maior barato ver como as coisas são feitas e ter a certeza de que podemos comer bem e ficarmos satisfeitos com delícias nutritivas. Eles nos contaram que a maioria dos clientes não é vegetariana. Eu acredito, é bom demais! Para quem está no Rio, super recomendo uma visita. E vou logo falando que não ganhei nada com esse post, aliás, ganhei sim: a alegria de compartilhar descobertas! Uhuuuul!

Buenos Aires: para decorar a casa e comer bem (dicas finais)

21 Abr

A maior surpresa da viagem foi redescobrir Buenos Aires. Na primeira vez que fui ainda estava na faculdade, fui com meu melhor amigo, gastei todas as minhas economias e voltei com um piercing no nariz para o horror da minha mãe. Voltei com uma calça jeans de boca larguíssima, alfajores Havanna e amizades que duram até hoje. Desta vez eu não fui no Caminito, nem no estádio do Boca Juniors, nem na Calle Florida e até hoje não sei o que são as Galerias Pacífico. Foi uma outra viagem, totalmente diferente. A mochila virou mala, o companheiro é o marido, o albergue virou hotel. E o mais incrível é que a alegria de descobrir coisas novas continuou a mesma.

E ainda rolou uma caça às luminárias para a casa nova. Porque além de ter o melhor doce de leite do mundo, vinhos estupendos e desenhistas maravilhosos, a Argentina é craque no design (para compensar o futebol, desculpe Maradona!). Fomos procurar em mais duas lojas:

L’Ago: Em três endereços, dois na mesma rua. Luminárias pendentes lindíssimas. Quando tem a Feira de San Telmo, vira um deus-nos-acuda, não vá no domingo.

Iluminación Agüero: Saímos do Rio com a indicação de falar com a vendedora Eugenia (que fala português) na loja 1414 da Calle Armenia, mas rodamos e não encontramos o número, será que desapareceu? Fomos na outra loja da mesma rua (Armenia 1954) e vimos luminárias lindas, mas gigantescas. E outro detalhe: não é qualquer uma que você pode comprar não! Em Buenos Aires a voltagem é de 220v, então algumas luminárias podem dar problema.

Uma loja que eu lamentei imensamente ter fechado: Fabro. Não cheguei a conhecer, mas me recomendaram e vi fotos, achei linda. No entanto, chegamos na porta e estava tudo desmontado. E no mesmo dia demos com a cara na porta da Papelera Palermo, chegamos no dia da mudança para o endereço novo na Calle Cabrera 5227. A loja ainda estava sendo arrumada. Fiquei arrasada porque estava crente que ia mergulhar naqueles papéis coloridos e sair que nem um carro alegórico com tubos de papel até o pescoço.

Para meu consolo descobri na Calle Thames a Tintha Stationary. Não era permitido tirar fotos dentro da loja, mas a vendedora muito simpática disse que tinha fotos no site. Comprei dois caderninhos, mas a vontade era de levar a loja inteira. Uma graça!

Agora, se depois das andanças você quer comer bem, em Buenos Aires lugar é que não falta. E olha que éramos uma dupla de vegetarianos no país do bife de chorizo e parrillas famosas! Tivemos algumas das melhores refeições de nossas vidas a um ótimo preço. Os lugares que conhecemos:

Cafe San Juan: do chef Lele. Sentamos no balcão e foi a maior diversão. Estava lotado e ficamos espantados com a rapidez que faziam pratos divinos. De vez em quando subia um fogaréu da panela…espetacular! Depois que os garçons descobriram que éramos brasileiros, foi a maior chacota. Até Lele veio falar conosco, adorei! (Infelizmente falamos portuñol e não entendemos tudo).

878: David Lynch ia curtir, parece um portal para outro mundo. Não tem letreiro, somente uma porta enorme numa rua calma. Comida deliciosa, falam super bem dos drinks, mas fiquei no vinho…sensacional por sinal. Fui ao céu com o Creme Brulée.

Salgado: Fechamos a viagem nesse lugar simpático, garçons atenciosos e comida saborosa. A sobremesa não é o forte, mas a refeição foi impecável. Não preciso falar dos vinhos né? Baco passa as férias na Argentina, só pode.

Vou parar por aqui senão vou ficar discorrendo só sobre comidas por horas. Encontrei dicas valiosas aqui (fora as dicas do pessoal do Hotel Querido, todas incríveis):

Salty Lips

Vegetarianos

Revista TPM

Da próxima vez vou alugar toda a casa do Coppola  e ir com a famiglia. Mentira, não vou não porque fico com medo do Don Corleone dar as caras por lá.