Tag Archives: elegância

“Viver com Arte”

12 Mar

“Tento caminhar na vida com arte. Busco, de verdade, existir com elegância. Cultuo o despojamento, o estoicismo, tento não cobrar ou exigir. Concentro-me em superar a técnica e o método com a alma e o coração. Os religiosos chamam a isso de comunhão, os artistas de arte. Para mim é religião, é arte e é vida porque habilita, preenche e constitui minha identidade.”

(Luiz Alberto Mendes – trecho retirado da revista TRIP #194)

Ao me deparar com as fotos da dinamarquesa  Ditte Isager não pude deixar de pensar em ambientes elegantes, despojados e inspiradores. E apesar das cores neutras, têm tanta personalidade. Quase consigo visualizar o tipo de pessoa que mora nesses lugares, os hábitos, a roupa que usa.

Elegância

18 Jun

O luxo não é o oposto da pobreza. É o contrário da vulgaridade.
~Coco Chanel

Acabei de ler um livro maravilhoso: O Evangelho de Coco Chanel – de Karen Garbo. Chanel foi visionária e corajosa, algumas vezes comparada à animais como touro e jararaca. Ainda sendo não muito lisonjeiras, essas comparações fazem sentido quando acompanhamos a história desta iconoclasta formidável.

Chanel era adepta da simplicidade. Na época em que nasceu, as mulheres viviam sufocadas em espartilhos e subjugadas por imensos chapéus e penteados monumentais. Impossível vestir-se sozinha. Lindas são as ilustrações e fotos da Belle Époque, mas vestir-se diariamente assim deveria ser um suplício. Chanel desprezava tudo e usava peças masculinas de seus amantes. Sem o menor constrangimento.

Tudo o que devemos fazer é subtrair.

Para ser elegante, é preciso ter muito? Na verdade, o oposto parece fazer mais sentido. Tirando os excessos, temos mais espaço para o que é importante. Sempre dei preferência a comprar algo de qualidade ao invés de levar três inferiores. Alguns pensam que é arrogância, mas eu vejo como uma escolha racional. O que dura mais é econômico a longo prazo…além de poupar recursos e matéria prima. E ainda corre-se o risco de ficar fabulosa.

Não devemos passar o tempo todo aprontando-nos. Tudo o que precisamos são dois ou três conjuntos, desde que eles e tudo o que vai ser usado junto com eles sejam perfeitos.

Mais simples que isso, impossível.

Fotografia: Roland Schoor.

Fonte: Telegraph.co.uk