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Reformando a casa – parte 1

7 Jul

Uma coisa que todos sabem: a gente sabe quando a obra começa e não sabe quando ela termina. O custo no final geralmente é maior do que você imaginou, sempre tem um imprevisto: um cano estranho, uma fiação velha, um vazamento que surge…nada animador! Eu não sou expert em obra, não sou arquiteta, nem decoradora, nem engenheira, mas sei aonde dói o bolso.

Contratamos um arquiteto amigo, o Felipe Alves, que foi essencial. Sem a ajuda dele, a obra levaria um século e muitos reais a mais. Fora as soluções, a troca de idéias, enfim…recomendo ter um arquiteto de confiança por perto!

Em algumas coisas tivemos que pesquisar por contra própria, fugir dos malandros que tentavam engordar a conta achando que não iria fazer diferença para a gente, lidar com instaladores que sumiam do mapa. Reformar é uma aventura na selva!

Tivemos que comprar muitas luminárias e lâmpadas, o primeiro orçamento foi feito na Zona Sul…quase caímos para trás. Partimos então para Benfica, na famosa rua dos lustres e qual não foi nossa surpresa de ter a conta reduzida mais do que a metade? Fomos na famosa loja Casarão dos Lustres, mas não achamos uma diferença muito significativa nos preços. Andamos mais um pouco e entramos na Metalustres e nossa compra foi toda feita lá. Santa Economia, Batman!

Para revestimentos e metais, fomos no Shopping Frei Caneca, na Rua Frei Caneca que é o paraíso de quem está reformando a casa. Lá você encontra coisas bem mais em conta também. Fomos direto nessa loja por saber que era de confiança e de rápida entrega. O vendedor Flávio já ficou nosso parceiro e nos atendia com a maior paciência do mundo.

A parte elétrica foi toda feita com a equipe do arquiteto, mas eles sinalizaram que os cabos que vinham do térreo eram antigos e mais finos do que o recomendado. Como era um serviço por fora do escopo da obra, queriam nos cobrar os olhos da cara. Eu e Gui corremos para tentar achar alguém que pudesse fazer isso por um preço mais justo. No final das contas, os amigos dele do trabalho se prontificaram a nos ajudar e passaram o sábado lá trocando essa fiação. Foram muitas aventuras nesse dia, no final todo mundo já azul de fome…partimos para uma super pizza e refrigerante!

Janus, Everton e Alexandre Regis: toda a amizade e carinho demonstrada nesse dia vai ficar para sempre conosco! Nunca vamos esquecer as risadas desse dia e o que vocês fizeram por nós! Obrigada, amigos!!! Vocês foram 1.000!!!

E os espertinhos de plantão que se cuidem, quem tem amigos que sabem das coisas não cai nessas conversinhas! Por essas e outras que coloco essas dicas aqui, para tentar ajudar quem está passando pela mesma coisa. Dona Jura com certeza ia gritar: Não é brinquedo não!

Buenos Aires: para decorar a casa e comer bem (dicas finais)

21 Abr

A maior surpresa da viagem foi redescobrir Buenos Aires. Na primeira vez que fui ainda estava na faculdade, fui com meu melhor amigo, gastei todas as minhas economias e voltei com um piercing no nariz para o horror da minha mãe. Voltei com uma calça jeans de boca larguíssima, alfajores Havanna e amizades que duram até hoje. Desta vez eu não fui no Caminito, nem no estádio do Boca Juniors, nem na Calle Florida e até hoje não sei o que são as Galerias Pacífico. Foi uma outra viagem, totalmente diferente. A mochila virou mala, o companheiro é o marido, o albergue virou hotel. E o mais incrível é que a alegria de descobrir coisas novas continuou a mesma.

E ainda rolou uma caça às luminárias para a casa nova. Porque além de ter o melhor doce de leite do mundo, vinhos estupendos e desenhistas maravilhosos, a Argentina é craque no design (para compensar o futebol, desculpe Maradona!). Fomos procurar em mais duas lojas:

L’Ago: Em três endereços, dois na mesma rua. Luminárias pendentes lindíssimas. Quando tem a Feira de San Telmo, vira um deus-nos-acuda, não vá no domingo.

Iluminación Agüero: Saímos do Rio com a indicação de falar com a vendedora Eugenia (que fala português) na loja 1414 da Calle Armenia, mas rodamos e não encontramos o número, será que desapareceu? Fomos na outra loja da mesma rua (Armenia 1954) e vimos luminárias lindas, mas gigantescas. E outro detalhe: não é qualquer uma que você pode comprar não! Em Buenos Aires a voltagem é de 220v, então algumas luminárias podem dar problema.

Uma loja que eu lamentei imensamente ter fechado: Fabro. Não cheguei a conhecer, mas me recomendaram e vi fotos, achei linda. No entanto, chegamos na porta e estava tudo desmontado. E no mesmo dia demos com a cara na porta da Papelera Palermo, chegamos no dia da mudança para o endereço novo na Calle Cabrera 5227. A loja ainda estava sendo arrumada. Fiquei arrasada porque estava crente que ia mergulhar naqueles papéis coloridos e sair que nem um carro alegórico com tubos de papel até o pescoço.

Para meu consolo descobri na Calle Thames a Tintha Stationary. Não era permitido tirar fotos dentro da loja, mas a vendedora muito simpática disse que tinha fotos no site. Comprei dois caderninhos, mas a vontade era de levar a loja inteira. Uma graça!

Agora, se depois das andanças você quer comer bem, em Buenos Aires lugar é que não falta. E olha que éramos uma dupla de vegetarianos no país do bife de chorizo e parrillas famosas! Tivemos algumas das melhores refeições de nossas vidas a um ótimo preço. Os lugares que conhecemos:

Cafe San Juan: do chef Lele. Sentamos no balcão e foi a maior diversão. Estava lotado e ficamos espantados com a rapidez que faziam pratos divinos. De vez em quando subia um fogaréu da panela…espetacular! Depois que os garçons descobriram que éramos brasileiros, foi a maior chacota. Até Lele veio falar conosco, adorei! (Infelizmente falamos portuñol e não entendemos tudo).

878: David Lynch ia curtir, parece um portal para outro mundo. Não tem letreiro, somente uma porta enorme numa rua calma. Comida deliciosa, falam super bem dos drinks, mas fiquei no vinho…sensacional por sinal. Fui ao céu com o Creme Brulée.

Salgado: Fechamos a viagem nesse lugar simpático, garçons atenciosos e comida saborosa. A sobremesa não é o forte, mas a refeição foi impecável. Não preciso falar dos vinhos né? Baco passa as férias na Argentina, só pode.

Vou parar por aqui senão vou ficar discorrendo só sobre comidas por horas. Encontrei dicas valiosas aqui (fora as dicas do pessoal do Hotel Querido, todas incríveis):

Salty Lips

Vegetarianos

Revista TPM

Da próxima vez vou alugar toda a casa do Coppola  e ir com a famiglia. Mentira, não vou não porque fico com medo do Don Corleone dar as caras por lá.